domingo, 26 de abril de 2009

E Depois do Adeus?! v2.0

Quis quer saber quem sou
O que faço aqui.
O Governo me abandonou, mas eu já esqueci
Perguntei por ele
Não quis saber de nós
Mas o bar não traz a tua voz

Em silêncio, horror
Em tristeza e fim
Eu sinto-me bolor
Eu sofro em mim
Eu lembro-me assim
Pagar é morrer
Mas como ganhar?
Imigrar ou perder

Tu vieste em 12
Eu te desfolhei
Tu me deste valor
E eu nada reti
Paguei com o corpo, amor
Não adormeci
Morri nele
e ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer euró
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tu sempre no fim
Tua paz, perdi
Minha dor reaprendi
De novo vieste em flor
Mas te gastei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós


Antes de mais, queria dizer que esta é a minha música de Abril. Não a reescrita em cima, mas sim a original.
Algures na TV disseram algo como isto:

" O Paulo de Carvalho, teve a infelicidade de ter nascido em Portugal. Nos EUA seria equiparado ao um Tony Bennett e, com certeza, com muito mais sucesso."

Não deixem o 25 de Abril ser apenas mais um feriado.
A luta tem de continuar. A luta pela memória.

domingo, 19 de abril de 2009

Contra




Acho que corria o ano de 1992. Nessa altura os computadores, e, em particular, os gráficos computorizados, começavam a meteórica ascensão a que hoje nos habituamos. Nesses tempos, havia uma feira de informática a IMAGINA, onde uma companhia chamada Pixar, apresentou, então, uma pequena animação com um simpático candeeiro e uma bola. Fiquei rendido. Queira fazer animação.

Mas, os programas eram caríssimos, levava-se dias a fazer um render num 286, e era impensável programa-los, para mim, pelo menos.

Perguntaram a um dos intervenientes se achava que a realidade virtual seria um perigo para os desenhadores tradicionais, ao que respondeu:

-Sabe, sempre se disse isso aquando do surgimento de algo. Diz-se que o cinema matou os livros, a tv matou o cinema. Bem a realidade virtual matar-nos-à a todos nós.
No entanto todas essas tecnologias ainda persistem, por isso acho que vamos ficar bem.

Há duas semanas, os meus livros atacaram o meu computador. Espero que não seja o inicio de algo.
O pc aguentou bem o impacto de toda aquela cultura, nomeadamente de pintura do séc. XX. Uns arranhões e uma capa nova...et voilá.

E eu a pensar que seria desta que comprava um Mac. Bolas.

sábado, 11 de abril de 2009

Ciconia Ciconia


Ainda há-de vir o dia em que entenderei, o pavor, o horror, que as gentes de poder, deste local, têm contra as Cegonhas. Exacto, as Cegonhas.

Primeiro, foi o pároco.
Atirou-lhes pedras e sabe-se lá que mais judiarias provocou ao pobres bichos.
Grande alarido e burburinho à boca pequena, assolou toda a cidade. Acho que, apenas depois de uma reportagem televisiva e mais uns artigos em jornais, é que a coisa acalmou.
O mais interessante é que as Cegonhas, são consideradas, pelos cristãos, como
"inimigas do mal" pois alimentam-se, entre outras coisas, de serpentes, símbolo do Diabo.

Recentemente, a CMO, investiu num "sistema" mais elaborado e caro para as eliminar.
O "Sistema" chama-se Auditório Municipal de Olhão.
5,2 milhões de euros, financiada em 70 por cento por fundos comunitários.

Construído no local da antiga fábrica Ramires, o Auditório mantém a chaminé original do edifício, que alberga uma ‘inquilina’ bastante especial: uma cegonha.

“Nós quisemos deixar esta chaminé. Foi recuperada de acordo com as novas tecnologias e, portanto, custou-nos um valor apreciável: cerca de 200 mil euros”, conta e sublinha que a estrutura está preparada para resistir a um sismo de forte intensidade.
O mais importante para nós é que esta chaminé, este símbolo que é também a cegonha, significa muito para nós, significa a defesa do ambiente e que temos cada vez melhores condições ambientais”, acrescentou o edil.


Tudo isto é muito giro...não fosse o caso de a chaminé onde reside o casal de cegonhas, ser...um PÁRA RAIOS.
200 mil euros para chacinar um casal de cegonhas...agora ai está um excelente plano.