Quis quer saber quem sou
O que faço aqui.
O Governo me abandonou, mas eu já esqueci
Perguntei por ele
Não quis saber de nós
Mas o bar não traz a tua voz
Em silêncio, horror
Em tristeza e fim
Eu sinto-me bolor
Eu sofro em mim
Eu lembro-me assim
Pagar é morrer
Mas como ganhar?
Imigrar ou perder
Tu vieste em 12
Eu te desfolhei
Tu me deste valor
E eu nada reti
Paguei com o corpo, amor
Não adormeci
Morri nele
e ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer euró
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tu sempre no fim
Tua paz, perdi
Minha dor reaprendi
De novo vieste em flor
Mas te gastei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Antes de mais, queria dizer que esta é a minha música de Abril. Não a reescrita em cima, mas sim a original.
Algures na TV disseram algo como isto:
" O Paulo de Carvalho, teve a infelicidade de ter nascido em Portugal. Nos EUA seria equiparado ao um Tony Bennett e, com certeza, com muito mais sucesso."
Não deixem o 25 de Abril ser apenas mais um feriado.
A luta tem de continuar. A luta pela memória.
"Light in the absence of eyes illuminates nothing. Visible forms are not inherant in the world, but are granted by the act of seeing. Events contain no meaning in themselves only the meaning that the mind imposes on them." Aeon Flux
domingo, 26 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
Contra

Acho que corria o ano de 1992. Nessa altura os computadores, e, em particular, os gráficos computorizados, começavam a meteórica ascensão a que hoje nos habituamos. Nesses tempos, havia uma feira de informática a IMAGINA, onde uma companhia chamada Pixar, apresentou, então, uma pequena animação com um simpático candeeiro e uma bola. Fiquei rendido. Queira fazer animação.
Mas, os programas eram caríssimos, levava-se dias a fazer um render num 286, e era impensável programa-los, para mim, pelo menos.
Perguntaram a um dos intervenientes se achava que a realidade virtual seria um perigo para os desenhadores tradicionais, ao que respondeu:
-Sabe, sempre se disse isso aquando do surgimento de algo. Diz-se que o cinema matou os livros, a tv matou o cinema. Bem a realidade virtual matar-nos-à a todos nós.
No entanto todas essas tecnologias ainda persistem, por isso acho que vamos ficar bem.
Há duas semanas, os meus livros atacaram o meu computador. Espero que não seja o inicio de algo.
O pc aguentou bem o impacto de toda aquela cultura, nomeadamente de pintura do séc. XX. Uns arranhões e uma capa nova...et voilá.
E eu a pensar que seria desta que comprava um Mac. Bolas.
sábado, 11 de abril de 2009
Ciconia Ciconia

Ainda há-de vir o dia em que entenderei, o pavor, o horror, que as gentes de poder, deste local, têm contra as Cegonhas. Exacto, as Cegonhas.
Primeiro, foi o pároco.
Atirou-lhes pedras e sabe-se lá que mais judiarias provocou ao pobres bichos.
Grande alarido e burburinho à boca pequena, assolou toda a cidade. Acho que, apenas depois de uma reportagem televisiva e mais uns artigos em jornais, é que a coisa acalmou.
O mais interessante é que as Cegonhas, são consideradas, pelos cristãos, como
"inimigas do mal" pois alimentam-se, entre outras coisas, de serpentes, símbolo do Diabo.
Recentemente, a CMO, investiu num "sistema" mais elaborado e caro para as eliminar.
O "Sistema" chama-se Auditório Municipal de Olhão.
5,2 milhões de euros, financiada em 70 por cento por fundos comunitários.
Construído no local da antiga fábrica Ramires, o Auditório mantém a chaminé original do edifício, que alberga uma ‘inquilina’ bastante especial: uma cegonha.
“Nós quisemos deixar esta chaminé. Foi recuperada de acordo com as novas tecnologias e, portanto, custou-nos um valor apreciável: cerca de 200 mil euros”, conta e sublinha que a estrutura está preparada para resistir a um sismo de forte intensidade.
O mais importante para nós é que esta chaminé, este símbolo que é também a cegonha, significa muito para nós, significa a defesa do ambiente e que temos cada vez melhores condições ambientais”, acrescentou o edil.
Tudo isto é muito giro...não fosse o caso de a chaminé onde reside o casal de cegonhas, ser...um PÁRA RAIOS.
200 mil euros para chacinar um casal de cegonhas...agora ai está um excelente plano.
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