Na complexa criatura que formamos, quem, no fundo seremos? Meio Homem, meio Mulher? Meio são/louco. Quem domina quem?
A nossa necessidade por controlo, ainda que involuntária, geralmente supressa a outra facção. Por isso seremos sempre o que nós queremos, com ou sem controlo. A necessidade de existir, integrar num mundo dominador, implica a ocultação de uma outra "face" do nosso ser que, geralmente expomos na intimidade. A intimidade do nosso lar, a intimidade com outra pessoa, a intimidade com isto...a Net, ocultando a face e o nome, criamos alter egos, projecções do que não somos.
Até que ponto a projecção acaba e o real começa? Estaremos numa espiral de enganos auto-provocada? Ou apenas estamos a criar uma distância entre o nosso eu "real" e o subjugado?
Básicamente mentimos a nós próprios o tempo todo.
A mentira é uma instituição, aceite e praticada por todos, desde crianças. Crescemos com ela e a aprefeiçoamos. A "arte" de mentir implica toda a nossa pessoa, desde a parte biológica à fisica, psicológica e orgânica.
Tendo isto por aceite, não seremos meramente uma mentira?
Até mais....a espiral continua.
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