
Foto - Sérgio das Neves
No trabalho, frente ao pc, por vezes damos connosco a deambular. Uma projecção involuntária do nosso eu, queda-se ali, frente ao monitor, mecânicamente movendo o rato e acertando linhas. A outra, começa a exploração do nosso consciente, tentando arrumar a tralha de 31 anos de vida, numa biblioteca de Babel dentro de um pequeno invólucro craniano.
Surgem as perguntas, interrogações e exclamações do nosso estado.
Que faz isto aqui?
Vai fora?
Hum...não sei. Deixa estar, pode ser útil. Arruma ai num canto, que logo se vê.
E vai ficando.
Até que num ponto, surge a questão. O que mudou neste tempo todo?
Todas as tuas acções e reacções?
As opções certas e erradas?
Por onde te levam?
E eis que um "deus ex machina" entra em acção, para nos confundir mais.
Será que o computador tem razão?
Nada mudou?
A música do Lou Reed ressoa cada vez mais alto.
Why can't I be good
Why can't I act like a man
Why can't I be good
And do what other men can
Why can't I be good
Make something of this life
If I can't be a god
Let me be more than a wife
Why can't I be good
I don't want to be weak
I want to be strong
Not a fat happy weakling
With two useless arms
A mouth that keeps moving
With nothing to say
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