
Na tradição do calão anglofono, "the real mcCoy" refere-se ao produto autêntico e original.
Ontem, tive a oportunidade de ver um dos grandes pianistas de jazz do nosso tempo, uma réstia da memória do jazz autêntico, que tocou com John Coltrane nos seus dois álbuns mais marcantes (A Love Supreme e My Favorite Things), com o baixista Ron Carter e entre outros.
O concerto começou impecavelmente à hora marcada (10.00h). Consegui o melhor lugar da casa (1ª fila, mesmo no centro).
Eis que surge, McCoy Tyner, arrastando os seus 72 anos, bastante pesadamente, com uma pequena bolsa, que suponho, ser a sua medicação.
Alguém disse que muitas das vezes, é melhor deixar as lendas serem apenas isso, sem nunca as ver, pois a decepção será imensa. Concordo plenamente.
Vi a sombra de alguém, debilitado e abatido, que mal aguentou 1.15h...sem encore...e sem rasgos da genialidade que antes possuiu.
Não me interpretem mal... adoro o tipo e dou graças por o ter visto, mas esperava mais, vindo de uma lenda.
McCoy Tyner (piano) Joe Lovano -- saxofone (quase inexistente), Eric Gravatt -- bateria (que besta!!) e Charnett Moffett -- contrabaixo (o melhor de todos).
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