
"Who is left that
Writes these days?"
-PJ Harvey - The Letter
Hoje recebi a carta do meu amigo Hugo, que reside, actualmente na Escócia ((R)EPTUNO...sim, podes usar o nome à vontade que não te vou cobrar nada. Já agora, vão ao site dele sff).
Ainda escrevo cartas, não de amor, pois essas são ridículas, mas das outras.
Escrever um carta, requer tempo, vontade e concentração. Não é apenas algo "postado" num ecrã, escrito ao bater de teclas e num linguagem curta.
Não. Uma carta precisa que lhe dediquemos tempo para ponderar o que vamos assentar. Por vezes, não se escreve num dia, mas sim, ao longo de vários, como uma espécie de diário.
Precisa de vontade. Vontade de escrever e não ser molenga. Vontade de escrever, pelo prazer de sentir o aparo a roçar no papel, vontade de contar (sem cuscar).
Precisa de concentração. Organizar os nossos pensamentos e ideias, para não rasurar e corrigir em demasia e, em especial, para atinarmos com a letra e a morada (a que escrevemos e a que recebemos).
Escrever uma carta envolve algo que não é imediato, instantâneo, o AGORA, o JÁ, o SMS. É lento, moroso mas recompensador. Abrir a caixa de correio e estar lá um papel endereçado a nós.
É como um presente de Natal, algo de mim para ti, do meu pensamento para o teu, "falado" numa languidez que ambos sofremos e compreendemos.
Olhamos para o selo de um outro pais, da data de emissão de à 1 semana atrás (ou algo) e não podemos deixar de ficar agradados, apenas pelo simples facto da nossa mensagem ter sido recebida e correspondida.
PS: Escrevam mais cartas...ou o PS acabará definitivamente.
sempre hei-de escrever cartas...
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