Hoje em dia, ninguém conhece realmente os seus vizinhos...
Tudo bem, têm as reuniões de condomínio, para quem as tem, atende ou, simplesmente, as ignora, mas isso não implica "conhecer" a pessoa.
Esse desconhecimento, para mim, é inconcebível.
Cresci numa Associação, um bairro, um esboço do pós 25 de Abril, no espírito do PREC.
Os associados adquiriram o terreno e, os mesmos, construíram as casa em que hoje ainda habitam. Um sabia electricidade, resolvia o problema. Um era canalizador, idem. Até um designer desenhou o "nosso" logótipo. No fundo é uma daquelas aldeias com 100 habitantes, em que todos se conhecem.
Melhor. Tudo se resolve no sistema "troca-por-troca", ainda hoje.
A máquina de lavar avariou? No problem. Umas pescadas e tal e o problema está resolvido...no stress no "pagamento" (o meu pai trabalha na Lota).
Qualquer, e sublinho o qualquer, problema que se possa ter, aqui, onde resido, é resolvido no momento.
Hoje, isto pode parece utópico, mas é a realidade. Uma realidade que conseguiu manter-se assim pelas pessoas, que não mudaram tanto, que nos viram crescer, e, que agora, eu as vejo a crescer. De observado a observador, reparo na "mais valia" de ter crescido onde cresci, de ver crianças tornarem-se adultas (uma mais responsáveis que outras) e, que tudo parece correr bem neste cantinho.
Espero que assim continue.
Já agora, este é o meu vizinho no blogue...http://dirtwormsandboys.blogspot.com/
Citando o Jack Nicholson no "Marte Ataca": Why can´t we just...get along!!?
;) beijos
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