Dia 4 - Aveiro
Decidi fazer a "proper" vida turistica. Vocês sabem, aquela que todos nós gozamos do pessoal no autocarro a tirar fotos, etc. Fiz isso.
Preparo-me para uma viagem de moliceiro. Sento-me na parte de trás, perto do motor.
Começa um grupo (familia) a falar e surge um sotaque familiar. Eram de Loulé..!
Palavra troca palavra, vira-se o condutor do moliceiro, do alto dos seu 65 anos com barriga a condizer:
-Eu estive foi em Olhão, conhecem?
Não pude evitar o olhar e a risada.
-Eu conheço bem demais...sou de lá!!!
O que fui dizer!!
Durante 45 min. falou dos tempos em que esteve num barco, durante 35 anos. As viagens a Marrocos, o "pessoal amigo"...pior. É daquelas pessoas que repetem as coisas 2 ou 3 vezes. Ex.:
Estive num barco; num barco e ia-mos a Marrocos... pescar a Marrocos, sabe Marrocos; ali com o barco...
Pois.
Eu sei
Ouvi à primeira.
Mas, bem aja a este senhor, que, no fundo, morre de saudades dos amigos que pelos algarves deixou...os amigos...sabe...em Olhão...o pessoal do barco...
"Light in the absence of eyes illuminates nothing. Visible forms are not inherant in the world, but are granted by the act of seeing. Events contain no meaning in themselves only the meaning that the mind imposes on them." Aeon Flux
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Aveiro
Dia 3 - Escrevendo num pc.
Viagem longa desde Évora.
Aveiro, a Veneza Portuguesa, mostra-se uma cidade incrivelmente perservada, algo que devia de servir de exemplo para muitos. Aqui, o património é para restaurar e não rebaixar.
Tome-se o exemplo do novissimo, Hostel Rossio.
Ainda a cheirar a fresco...literalmente, este hostel é único na cidade e mesmo no centro. Moderno, acessivel (15€ até dia 1 de Agosto - 17 depois) com todos os mimos (incluindo pequeno-almoço)
Quem lê o Público, veio referenciado na semana passada, no suplemento Fugas.
Quem não lê, fica aqui o blog (o site ainda não existe).
http://aveirorossiohostel.blogspot.com/
Amanhã ainda à muito para fazer, se o tempo ajudar.
Inté.
Viagem longa desde Évora.
Aveiro, a Veneza Portuguesa, mostra-se uma cidade incrivelmente perservada, algo que devia de servir de exemplo para muitos. Aqui, o património é para restaurar e não rebaixar.
Tome-se o exemplo do novissimo, Hostel Rossio.
Ainda a cheirar a fresco...literalmente, este hostel é único na cidade e mesmo no centro. Moderno, acessivel (15€ até dia 1 de Agosto - 17 depois) com todos os mimos (incluindo pequeno-almoço)
Quem lê o Público, veio referenciado na semana passada, no suplemento Fugas.
Quem não lê, fica aqui o blog (o site ainda não existe).
http://aveirorossiohostel.blogspot.com/
Amanhã ainda à muito para fazer, se o tempo ajudar.
Inté.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Swimmig Pool

Antes de mais nada, tenho que notificar que não vi o filme do Francois Ozôn, mas, se for remotamente, o que vi na minha epifania, então este post não vai servir para nada. O conceito é o de um personagem que contempla a sua vida inteira, numa piscina, desde a infância à velhice. No fim do filme. . . Hummm. . . Não vou contar, mas é interessante. Amanhã, abordaremos as patologias da demencia deste yours truely, ao chegar a Aveiro. Até mais... Ps: se alguém souber fazer parágrafos enquanto escreve na net, via um nokia n78, faça o favor de postar. Obrigado.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
dia 1- evora
300 e tal km depois, torna-se cada vez mais evidente, que para dar nomes a o que quer que seja, nao à quem nos bata. É com cada coisa mais espatafurdia que nem aparece nos mapas...! Não sei como isto irá aparecer no pc, mas escrevo corrido, pois não consigo dar enter no tlm. Amanhã, évora por dentro....sem o duplo sentido freudiano da frase.
domingo, 26 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Fringe

Fringe (frnj)
1. A decorative border or edging of hanging threads, cords, or strips, often attached to a separate band.
Acabou, na Quinta-Feira, a primeira temporada desta magnifica série.
Antes demais, quem a quer ver, deixe de ler agora, pois contém "spoilers".
Ok.
Continuando...
Fringe, vem das mentes "retorcidas" dos criadores de Lost, sendo algo entre X-Files e a Twilight Zone, conseguindo conjugar o melhor destes dois mundos.
Juntem uma investigadora céptica (no início), um cientista louco (literalmente), uma empresa obscura que domina TODA a tecnologia e avanços em todos os campos possíveis e imaginários, um personagem misterioso (Dr. William Bell) e várias conjunturas de parapsicologia, a telepatia, combustão espontânea, vírus que transformaram pessoas em casulos, etc...e já começam a vislumbrar algo.
Como em qualquer série, desde Lost, temos elementos quase subliminares, como a presença de um indivíduo calvo e de fato e chapéu a quem chamam O Observador, que aparece fugazmente (numa multidão, apenas a passar por detrás) e também, uns "cartões" que aparecem em intervalos regulares. Uma maçã em que em vez de caroços tem o que se assemelha a dois fetos, uma mão com seis dedos, uma rã com um símbolo PI em grego...enfim.
Com o decorrer da série, só ao fim de um certo tempo, é que começamos a reparar nestas pequenas nuances, fazendo-nos integrar o ambiente, começando a perguntar, se "aquilo" sempre esteve lá. No exemplo da rã, só o reparei no fim da série.
Putting a long story short, no exacto final, a nossa investigadora, encontra-se com o misterioso Sr. Bell...preparem-se... no World Trade Center, imaculado, com este jornal em cima da mesa.

Apenas digo isto. Não sabem o que estão a perder.
Que venham mais!!!
sábado, 4 de julho de 2009
LAST DAYS


No seu último dia na América, Charlie Chaplin, prestes a ir para Inglaterra após vários escândalos sexuais e acusações de pertencer ao Partido Comunista, visita o atelier do fotografo Richard Avedon, concedendo-o o privilégio de finalmente o fotografar.
Ainda que ilibado de todas as acusações, em 1951, Chaplin decide voltar ao seu pais.
Após um dia de sessão, na saída, Chaplin voltou-se e deu a Avedon a foto perfeita da espontaneidade, ambiguamente política e humorosa, referindo-se a como a imprensa e o governo o "demonizaram".
Manuel Pinho, também deu aos portugueses, um vislumbre da sua "demonização", mas neste caso, para a bancada do PCP, incorporando cânones antigos da mística Comunista, de que são mafarricos.
Com Chaplin, percebemos. Com Pinho, não entendemos.
Fotos: Richard Avedon
Público
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