Um anjo caído canta, embriagado, uma música do Lou Reed.
Cassiel: Why can't I be good? Why can't I act like a man? Why can't I act like other men can?
Lou Reed: If I knew, I would tell you. Hang in there.
Will do.
"Light in the absence of eyes illuminates nothing. Visible forms are not inherant in the world, but are granted by the act of seeing. Events contain no meaning in themselves only the meaning that the mind imposes on them." Aeon Flux
terça-feira, 2 de setembro de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Contos para Setembro
Por esta altura do ano, a Lua já entra pela minha janela, como que a saudar-me, por mais uma estação que se aproxima. Talvez no fundo diga: "Viva amigo!!! Celebremos mais um ano." Ergo o copo e olho pelo meio dele, celebrando-a. "A mais um ano, minha velha."
I
O Candeeiro.
Existe, aqui no meu bairro, um candeeiro, que só por si não tem nada de especial. Pendurado, com o pescoço meio cansado, alumia já pouco, tal é a idade.
Por vezes, o cansaço transparece. Estas coisas da idade, já se sabe. Noutras ilumina incansável até à aura do dia. Por vezes, deixa-se ir num "sonho" e esquece-se do seu acender até mais tarde. 11h da noite e ainda descansa. Mais tarde irá acordar!.
Já vieram técnicos tentar averiguar, do que o velho candelabro padece, mas nenhuma resposta. Alteram a lâmpada, mas não o "coração". Alteram a circulação, mas não a "alma". Limpam o visor mas não a "visão"
E o "velho" ainda ali está. Por vezes mais feliz, noutras nem por isso.
Nem as andorinhas e os morcegos que o circundam já o fazem animar.
Mas o "velho" tem mais que se lhe diga, que de velho não tem muito. Não tem a elegância dos postes de estrada, esguios e sincronizados no acender, mas a atitude,
ninguém lhe retira.
Que se pode fazer...é de "humores"?!!
I
O Candeeiro.
Existe, aqui no meu bairro, um candeeiro, que só por si não tem nada de especial. Pendurado, com o pescoço meio cansado, alumia já pouco, tal é a idade.
Por vezes, o cansaço transparece. Estas coisas da idade, já se sabe. Noutras ilumina incansável até à aura do dia. Por vezes, deixa-se ir num "sonho" e esquece-se do seu acender até mais tarde. 11h da noite e ainda descansa. Mais tarde irá acordar!.
Já vieram técnicos tentar averiguar, do que o velho candelabro padece, mas nenhuma resposta. Alteram a lâmpada, mas não o "coração". Alteram a circulação, mas não a "alma". Limpam o visor mas não a "visão"
E o "velho" ainda ali está. Por vezes mais feliz, noutras nem por isso.
Nem as andorinhas e os morcegos que o circundam já o fazem animar.
Mas o "velho" tem mais que se lhe diga, que de velho não tem muito. Não tem a elegância dos postes de estrada, esguios e sincronizados no acender, mas a atitude,
ninguém lhe retira.
Que se pode fazer...é de "humores"?!!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
The "Other" Bastard
Eis porque aprecio este tipo.
Supostamente, o Sr. Waits está a apresentar a digressão americana, mas... esperem mesmo até ao fim que vale a pena.
Supostamente, o Sr. Waits está a apresentar a digressão americana, mas... esperem mesmo até ao fim que vale a pena.
domingo, 3 de agosto de 2008
My Bastard Friend
A língua inglesa, também tem disto.
Uma palavra como Bastard, pode ser interpretada em duas vertentes.
O "good" bastard é benevolente
O "fat" bastard é depreciativo
O "fucking" bastard ... bem acho que estão a entender. Se forem Anglófonos, melhor.
Fica então aqui, uma dedicatória a um bom amigo meu...
My Bastard Friend
My bastard friend
Is my best of friends
Went to see a Tom Waits concert
And wrote me about it
The Bastard.
My bastard friend
Never was too crazy
Now he turns Ikea pans
Into bit and blips
Yet, never was lazy
My bastard friend
Is now in Scotland
No sand and no sun
Except when he´s in Portugal
Now, here´s to you
My bastard friend
A drink and a far miss
And to Sónia, this kiss
Uma palavra como Bastard, pode ser interpretada em duas vertentes.
O "good" bastard é benevolente
O "fat" bastard é depreciativo
O "fucking" bastard ... bem acho que estão a entender. Se forem Anglófonos, melhor.
Fica então aqui, uma dedicatória a um bom amigo meu...
My Bastard Friend
My bastard friend
Is my best of friends
Went to see a Tom Waits concert
And wrote me about it
The Bastard.
My bastard friend
Never was too crazy
Now he turns Ikea pans
Into bit and blips
Yet, never was lazy
My bastard friend
Is now in Scotland
No sand and no sun
Except when he´s in Portugal
Now, here´s to you
My bastard friend
A drink and a far miss
And to Sónia, this kiss
sábado, 26 de julho de 2008
Things Fall Apart
A cidade, esta cidade, que me escolheu, parece agora, mais do que nunca, querer-me afastar.
O centro, começa a falhar e, as coisas começas a ruir...(sim, caro Yeats, tinhas razão).
Este eterno espectro de dúbia, que tropeça entre as pessoas e as ruas e, some, sem rasto nem memória, começa a indagar sobre o ninho que sempre o acolheu.
Contempla a altura da árvore e interroga-se se as suas frágeis asas conseguirão aguentar.
Asas inúteis, inexperientes. Fechadas e entorpecidas, pela falta de coragem, várias vezes cortadas, mas renascem sempre.
O centro, começa a falhar e, as coisas começas a ruir...(sim, caro Yeats, tinhas razão).
Este eterno espectro de dúbia, que tropeça entre as pessoas e as ruas e, some, sem rasto nem memória, começa a indagar sobre o ninho que sempre o acolheu.
Contempla a altura da árvore e interroga-se se as suas frágeis asas conseguirão aguentar.
Asas inúteis, inexperientes. Fechadas e entorpecidas, pela falta de coragem, várias vezes cortadas, mas renascem sempre.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
The Information
A informação não pode ser destruída.
Este é um dos princípios da física. A informação, num determinado sistema físico ( a porção do universo físico, escolhido para análise) não pode, pura e simplesmente, desaparecer.
Mas existem sistemas , mais esotéricos: um átomo, a água, o ser humano, todos estes podem ser considerados sistemas físicos.
Se passaram deste ponto e, ainda estão a ler isto, vou então passar à minha arrelia.
Então, nós, podemos ser um sistema físico, ergo, a nossa própria informação nunca desaparecerá.
Os nosso átomos vibram a uma determinada intensidade, assim como os átomos de outras coisas, quando tocamos um corpo sólido, estamos apenas a tocar nos seus átomos.
Ora, quando morrermos, a nossa informação não pode desaparecer!!!
Que sucederá então?
Os nosso átomos irão vibrar numa frequência diferente, a nossa informação prevalecerá, e talvez toda a nossa "frequência atómica" seja alterada.
Consciência...informação...mas não corpo.
Enfim...isto foi o que me tem estado a dar que fazer.
Talvez, no fundo, o James Hetfield tenha razão:
But I'll take my time anywhere
I'm free to speak my mind anywhere
And I'll redefine anywhere
Anywhere I roam
Where I lay my head is home
Carved upon my stone
My body lie, but still I roam.
Este é um dos princípios da física. A informação, num determinado sistema físico ( a porção do universo físico, escolhido para análise) não pode, pura e simplesmente, desaparecer.
Mas existem sistemas , mais esotéricos: um átomo, a água, o ser humano, todos estes podem ser considerados sistemas físicos.
Se passaram deste ponto e, ainda estão a ler isto, vou então passar à minha arrelia.
Então, nós, podemos ser um sistema físico, ergo, a nossa própria informação nunca desaparecerá.
Os nosso átomos vibram a uma determinada intensidade, assim como os átomos de outras coisas, quando tocamos um corpo sólido, estamos apenas a tocar nos seus átomos.
Ora, quando morrermos, a nossa informação não pode desaparecer!!!
Que sucederá então?
Os nosso átomos irão vibrar numa frequência diferente, a nossa informação prevalecerá, e talvez toda a nossa "frequência atómica" seja alterada.
Consciência...informação...mas não corpo.
Enfim...isto foi o que me tem estado a dar que fazer.
Talvez, no fundo, o James Hetfield tenha razão:
But I'll take my time anywhere
I'm free to speak my mind anywhere
And I'll redefine anywhere
Anywhere I roam
Where I lay my head is home
Carved upon my stone
My body lie, but still I roam.
terça-feira, 8 de julho de 2008
"IT"... Jones
Icone incontornável dos loucos anos 80, Grace Jones foi sempre a vanguarda.
Desde os vídeos à sua imagem andrógina, a sua marca sempre permaneceu e perdurou nas influências que tão bem definiam aquele período.
Personagem ora amada, ora adiada, um ovni, que se o Wharhol a tivesse apanhado antes, seria sem dúvida, algo maior e bem diferente.
No entanto, eis que a senhora regressa, com um vídeo e um som, tão espectacular, que este vosso correspondente decidiu partilhar com os "espreitas" do blog que, porventura devem de ter gostos dúbios.
Baixem a musica dos NIN...e carreguem play... vale mesmo.
Desde os vídeos à sua imagem andrógina, a sua marca sempre permaneceu e perdurou nas influências que tão bem definiam aquele período.
Personagem ora amada, ora adiada, um ovni, que se o Wharhol a tivesse apanhado antes, seria sem dúvida, algo maior e bem diferente.
No entanto, eis que a senhora regressa, com um vídeo e um som, tão espectacular, que este vosso correspondente decidiu partilhar com os "espreitas" do blog que, porventura devem de ter gostos dúbios.
Baixem a musica dos NIN...e carreguem play... vale mesmo.
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