domingo, 24 de agosto de 2008

Contos para Setembro

Por esta altura do ano, a Lua já entra pela minha janela, como que a saudar-me, por mais uma estação que se aproxima. Talvez no fundo diga: "Viva amigo!!! Celebremos mais um ano." Ergo o copo e olho pelo meio dele, celebrando-a. "A mais um ano, minha velha."

I

O Candeeiro.

Existe, aqui no meu bairro, um candeeiro, que só por si não tem nada de especial. Pendurado, com o pescoço meio cansado, alumia já pouco, tal é a idade.
Por vezes, o cansaço transparece. Estas coisas da idade, já se sabe. Noutras ilumina incansável até à aura do dia. Por vezes, deixa-se ir num "sonho" e esquece-se do seu acender até mais tarde. 11h da noite e ainda descansa. Mais tarde irá acordar!.
Já vieram técnicos tentar averiguar, do que o velho candelabro padece, mas nenhuma resposta. Alteram a lâmpada, mas não o "coração". Alteram a circulação, mas não a "alma". Limpam o visor mas não a "visão"
E o "velho" ainda ali está. Por vezes mais feliz, noutras nem por isso.
Nem as andorinhas e os morcegos que o circundam já o fazem animar.
Mas o "velho" tem mais que se lhe diga, que de velho não tem muito. Não tem a elegância dos postes de estrada, esguios e sincronizados no acender, mas a atitude,
ninguém lhe retira.
Que se pode fazer...é de "humores"?!!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

The "Other" Bastard

Eis porque aprecio este tipo.
Supostamente, o Sr. Waits está a apresentar a digressão americana, mas... esperem mesmo até ao fim que vale a pena.

domingo, 3 de agosto de 2008

My Bastard Friend

A língua inglesa, também tem disto.
Uma palavra como Bastard, pode ser interpretada em duas vertentes.

O "good" bastard é benevolente
O "fat" bastard é depreciativo
O "fucking" bastard ... bem acho que estão a entender. Se forem Anglófonos, melhor.

Fica então aqui, uma dedicatória a um bom amigo meu...


My Bastard Friend

My bastard friend
Is my best of friends
Went to see a Tom Waits concert
And wrote me about it
The Bastard.

My bastard friend
Never was too crazy
Now he turns Ikea pans
Into bit and blips
Yet, never was lazy

My bastard friend
Is now in Scotland
No sand and no sun
Except when he´s in Portugal

Now, here´s to you
My bastard friend
A drink and a far miss
And to Sónia, this kiss

sábado, 26 de julho de 2008

Things Fall Apart

A cidade, esta cidade, que me escolheu, parece agora, mais do que nunca, querer-me afastar.
O centro, começa a falhar e, as coisas começas a ruir...(sim, caro Yeats, tinhas razão).
Este eterno espectro de dúbia, que tropeça entre as pessoas e as ruas e, some, sem rasto nem memória, começa a indagar sobre o ninho que sempre o acolheu.
Contempla a altura da árvore e interroga-se se as suas frágeis asas conseguirão aguentar.
Asas inúteis, inexperientes. Fechadas e entorpecidas, pela falta de coragem, várias vezes cortadas, mas renascem sempre.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

The Information

A informação não pode ser destruída.

Este é um dos princípios da física. A informação, num determinado sistema físico ( a porção do universo físico, escolhido para análise) não pode, pura e simplesmente, desaparecer.

Mas existem sistemas , mais esotéricos: um átomo, a água, o ser humano, todos estes podem ser considerados sistemas físicos.

Se passaram deste ponto e, ainda estão a ler isto, vou então passar à minha arrelia.

Então, nós, podemos ser um sistema físico, ergo, a nossa própria informação nunca desaparecerá.
Os nosso átomos vibram a uma determinada intensidade, assim como os átomos de outras coisas, quando tocamos um corpo sólido, estamos apenas a tocar nos seus átomos.
Ora, quando morrermos, a nossa informação não pode desaparecer!!!

Que sucederá então?

Os nosso átomos irão vibrar numa frequência diferente, a nossa informação prevalecerá, e talvez toda a nossa "frequência atómica" seja alterada.
Consciência...informação...mas não corpo.

Enfim...isto foi o que me tem estado a dar que fazer.
Talvez, no fundo, o James Hetfield tenha razão:

But I'll take my time anywhere
I'm free to speak my mind anywhere
And I'll redefine anywhere

Anywhere I roam
Where I lay my head is home

Carved upon my stone
My body lie, but still I roam.

terça-feira, 8 de julho de 2008

"IT"... Jones

Icone incontornável dos loucos anos 80, Grace Jones foi sempre a vanguarda.
Desde os vídeos à sua imagem andrógina, a sua marca sempre permaneceu e perdurou nas influências que tão bem definiam aquele período.
Personagem ora amada, ora adiada, um ovni, que se o Wharhol a tivesse apanhado antes, seria sem dúvida, algo maior e bem diferente.
No entanto, eis que a senhora regressa, com um vídeo e um som, tão espectacular, que este vosso correspondente decidiu partilhar com os "espreitas" do blog que, porventura devem de ter gostos dúbios.
Baixem a musica dos NIN...e carreguem play... vale mesmo.


quinta-feira, 3 de julho de 2008

A comédia de Deus

A prova que Deus tem sentido de humor é ter criado o Ornitorrinco.
Ora bem...sou ateu, mas, cruzar um mamífero com um réptil e até com uma ave, parece giro.

Nota-se que Deus devia esta aborrecido nesse dia ou apenas bêbado (não me venham com coisas que o filho também era um beberrão e o melhor amigo dos outros 12) e decidiu por tudo isto num único animal, indecifrável.

É um réptil? (põe ovos e produz veneno)
É mamífero? (amamenta)
É ave? (as suas características sexuais correspondem)
É o super bicho??? Não, mas apenas porque não voa, nem usa roupa interior ao avesso, mas parece andar lá perto!!!

Em tudo isto, percebe-se como sobreviveu à evolução das espécies, mas e o Dodó?
Bem este era o oposto de tudo, claro.

Era uma ave não-voadora, não temia os homens, comia frutas e nidificava no chão, mas acabou por ser extinta.
Mas como sobreviveu até agora?

Tal como os pandas, que nem fornicam para a sua própria sobrevivência e preferem passar o dia a manjar-se com bambú e dormir.

Resumindo...até os estúpidos têm hipóteses de evolução.Ex: - um trolha e uma bimba.
Brrrrr..... Até temo esta geração.

Amanhã...como a obesidade é um sinal evolutivo para a idade do gelo que ai se aproxima.