"Light in the absence of eyes illuminates nothing. Visible forms are not inherant in the world, but are granted by the act of seeing. Events contain no meaning in themselves only the meaning that the mind imposes on them." Aeon Flux
segunda-feira, 27 de julho de 2009
dia 1- evora
300 e tal km depois, torna-se cada vez mais evidente, que para dar nomes a o que quer que seja, nao à quem nos bata. É com cada coisa mais espatafurdia que nem aparece nos mapas...! Não sei como isto irá aparecer no pc, mas escrevo corrido, pois não consigo dar enter no tlm. Amanhã, évora por dentro....sem o duplo sentido freudiano da frase.
domingo, 26 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Fringe

Fringe (frnj)
1. A decorative border or edging of hanging threads, cords, or strips, often attached to a separate band.
Acabou, na Quinta-Feira, a primeira temporada desta magnifica série.
Antes demais, quem a quer ver, deixe de ler agora, pois contém "spoilers".
Ok.
Continuando...
Fringe, vem das mentes "retorcidas" dos criadores de Lost, sendo algo entre X-Files e a Twilight Zone, conseguindo conjugar o melhor destes dois mundos.
Juntem uma investigadora céptica (no início), um cientista louco (literalmente), uma empresa obscura que domina TODA a tecnologia e avanços em todos os campos possíveis e imaginários, um personagem misterioso (Dr. William Bell) e várias conjunturas de parapsicologia, a telepatia, combustão espontânea, vírus que transformaram pessoas em casulos, etc...e já começam a vislumbrar algo.
Como em qualquer série, desde Lost, temos elementos quase subliminares, como a presença de um indivíduo calvo e de fato e chapéu a quem chamam O Observador, que aparece fugazmente (numa multidão, apenas a passar por detrás) e também, uns "cartões" que aparecem em intervalos regulares. Uma maçã em que em vez de caroços tem o que se assemelha a dois fetos, uma mão com seis dedos, uma rã com um símbolo PI em grego...enfim.
Com o decorrer da série, só ao fim de um certo tempo, é que começamos a reparar nestas pequenas nuances, fazendo-nos integrar o ambiente, começando a perguntar, se "aquilo" sempre esteve lá. No exemplo da rã, só o reparei no fim da série.
Putting a long story short, no exacto final, a nossa investigadora, encontra-se com o misterioso Sr. Bell...preparem-se... no World Trade Center, imaculado, com este jornal em cima da mesa.

Apenas digo isto. Não sabem o que estão a perder.
Que venham mais!!!
sábado, 4 de julho de 2009
LAST DAYS


No seu último dia na América, Charlie Chaplin, prestes a ir para Inglaterra após vários escândalos sexuais e acusações de pertencer ao Partido Comunista, visita o atelier do fotografo Richard Avedon, concedendo-o o privilégio de finalmente o fotografar.
Ainda que ilibado de todas as acusações, em 1951, Chaplin decide voltar ao seu pais.
Após um dia de sessão, na saída, Chaplin voltou-se e deu a Avedon a foto perfeita da espontaneidade, ambiguamente política e humorosa, referindo-se a como a imprensa e o governo o "demonizaram".
Manuel Pinho, também deu aos portugueses, um vislumbre da sua "demonização", mas neste caso, para a bancada do PCP, incorporando cânones antigos da mística Comunista, de que são mafarricos.
Com Chaplin, percebemos. Com Pinho, não entendemos.
Fotos: Richard Avedon
Público
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Summertime


Para ódio de muitos e alegria de poucos, estes são os dias em que não me encontrarão por cá.
Finalmente, depois de anos, a me esfregarem na cara que vão a festivais de verão, eis, o momento da tão doce vingança.
Nada de "férias só na 2ª Quinzena de Agosto, porque não temos ninguém para te substituir", nada de "gostava mas não posso ;não tenho carro"...não.NÃO..NÃAAAOOOO!! Este ano não é meu.
Ao fim de 31 anos, posso me dar ao prazer de ter este egoísmo.
Uma "road-trip" de 2 semanas.
Bolas!! Que aja fome que não dê fartura.
Entretanto, fica aqui um link para o pessoal não perder concertos e espectáculos que possam estar na "zona".
http://www.epilepsiaemocional.org/agenda
PS: Caso alguém pretenda acompanhar, tenho lugares.
domingo, 7 de junho de 2009
O Vizinho do Lado
Hoje em dia, ninguém conhece realmente os seus vizinhos...
Tudo bem, têm as reuniões de condomínio, para quem as tem, atende ou, simplesmente, as ignora, mas isso não implica "conhecer" a pessoa.
Esse desconhecimento, para mim, é inconcebível.
Cresci numa Associação, um bairro, um esboço do pós 25 de Abril, no espírito do PREC.
Os associados adquiriram o terreno e, os mesmos, construíram as casa em que hoje ainda habitam. Um sabia electricidade, resolvia o problema. Um era canalizador, idem. Até um designer desenhou o "nosso" logótipo. No fundo é uma daquelas aldeias com 100 habitantes, em que todos se conhecem.
Melhor. Tudo se resolve no sistema "troca-por-troca", ainda hoje.
A máquina de lavar avariou? No problem. Umas pescadas e tal e o problema está resolvido...no stress no "pagamento" (o meu pai trabalha na Lota).
Qualquer, e sublinho o qualquer, problema que se possa ter, aqui, onde resido, é resolvido no momento.
Hoje, isto pode parece utópico, mas é a realidade. Uma realidade que conseguiu manter-se assim pelas pessoas, que não mudaram tanto, que nos viram crescer, e, que agora, eu as vejo a crescer. De observado a observador, reparo na "mais valia" de ter crescido onde cresci, de ver crianças tornarem-se adultas (uma mais responsáveis que outras) e, que tudo parece correr bem neste cantinho.
Espero que assim continue.
Já agora, este é o meu vizinho no blogue...http://dirtwormsandboys.blogspot.com/
Citando o Jack Nicholson no "Marte Ataca": Why can´t we just...get along!!?
Tudo bem, têm as reuniões de condomínio, para quem as tem, atende ou, simplesmente, as ignora, mas isso não implica "conhecer" a pessoa.
Esse desconhecimento, para mim, é inconcebível.
Cresci numa Associação, um bairro, um esboço do pós 25 de Abril, no espírito do PREC.
Os associados adquiriram o terreno e, os mesmos, construíram as casa em que hoje ainda habitam. Um sabia electricidade, resolvia o problema. Um era canalizador, idem. Até um designer desenhou o "nosso" logótipo. No fundo é uma daquelas aldeias com 100 habitantes, em que todos se conhecem.
Melhor. Tudo se resolve no sistema "troca-por-troca", ainda hoje.
A máquina de lavar avariou? No problem. Umas pescadas e tal e o problema está resolvido...no stress no "pagamento" (o meu pai trabalha na Lota).
Qualquer, e sublinho o qualquer, problema que se possa ter, aqui, onde resido, é resolvido no momento.
Hoje, isto pode parece utópico, mas é a realidade. Uma realidade que conseguiu manter-se assim pelas pessoas, que não mudaram tanto, que nos viram crescer, e, que agora, eu as vejo a crescer. De observado a observador, reparo na "mais valia" de ter crescido onde cresci, de ver crianças tornarem-se adultas (uma mais responsáveis que outras) e, que tudo parece correr bem neste cantinho.
Espero que assim continue.
Já agora, este é o meu vizinho no blogue...http://dirtwormsandboys.blogspot.com/
Citando o Jack Nicholson no "Marte Ataca": Why can´t we just...get along!!?
domingo, 17 de maio de 2009
The computer says:

Foto - Sérgio das Neves
No trabalho, frente ao pc, por vezes damos connosco a deambular. Uma projecção involuntária do nosso eu, queda-se ali, frente ao monitor, mecânicamente movendo o rato e acertando linhas. A outra, começa a exploração do nosso consciente, tentando arrumar a tralha de 31 anos de vida, numa biblioteca de Babel dentro de um pequeno invólucro craniano.
Surgem as perguntas, interrogações e exclamações do nosso estado.
Que faz isto aqui?
Vai fora?
Hum...não sei. Deixa estar, pode ser útil. Arruma ai num canto, que logo se vê.
E vai ficando.
Até que num ponto, surge a questão. O que mudou neste tempo todo?
Todas as tuas acções e reacções?
As opções certas e erradas?
Por onde te levam?
E eis que um "deus ex machina" entra em acção, para nos confundir mais.
Será que o computador tem razão?
Nada mudou?
A música do Lou Reed ressoa cada vez mais alto.
Why can't I be good
Why can't I act like a man
Why can't I be good
And do what other men can
Why can't I be good
Make something of this life
If I can't be a god
Let me be more than a wife
Why can't I be good
I don't want to be weak
I want to be strong
Not a fat happy weakling
With two useless arms
A mouth that keeps moving
With nothing to say
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