terça-feira, 29 de dezembro de 2009

New Year Kiss




Alfred Eisenstaedt


Nunca fui beijado assim.
Infelicidade, mau "timing"...apenas eu. Abraços, apertos de mão, abraços, beijos na face...

Sempre apreciei os casais no primeiro beijo do ano novo.
Ao fim de 32 anos, ao observa-los, parece sempre algo de esperança, desejo, por vezes, quase de saudade, da dor que se cura nesse momento, de TUDO que se resolve nesse fugaz instante, mas, o mais interessante, é sofreguidão. O aprofundamento do momento, entre duas pessoas.
Acredito até que, nesse instante, nesses segundos, podemos ver o quão fundo o seu amor existe. Apenas nesse momento, creio, são verdadeiras.

Não, nunca tive este "privilégio" de fim-de-ano, sob o fogo de artificio, sob a chuva (ou não) em que toda a gente deseja premonitóriamente, um Bom Ano ao próximo.

Talvez para o ano!

Divirtam-se.

Bom Ano

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Trabalho às Moscas

Aborrecido com o seu trabalho?
As horas custam a passar?
As moscas no local de trabalho estão mais chatas que nunca??

1º Mate umas moscas, mas com cuidado.
2º Deixe ao sol por 1 hora até secar.
3º Recolha as moscas, pegue lápis e papel... Deixe a imaginação fluir.
(clicar para ampliar)

PS: Lembrem-se que são apenas moscas mortas...como aquele seu colega.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

BERLINER MAUER



No dia 9 de Novembro, perfaz 20 anos da queda do Muro de Berlim.

Nessa noite, via televisão e tinha 12 anos.

Não compreendia completamente o que se passava, mas não deixei de ficar emocionado com as imagens em directo, de pessoas com picaretas, martelos e, até com as mãos e os sapatos, batiam e picavam aquele muro.
Pessoas que se abraçavam, choravam e aplaudiam.

As imagens continuavam a passar.
Pessoas em cima do muro, com champanhe, um com um guarda chuva a tentar ser demovido por canhões de água.

Mas, a distância e a idade não me deixavam entender a totalidade do momento.

Lembro-me que ao deitar, veio-me à memória que tinha acabado de ser ver fazer história...em directo!!! UAU...

Não estava lá, mas, na minha memória, um rapazinho de 12 anos em Portugal, também pertenceu àquele momento.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Para ti, David.

O pai de um amigo meu, David, faleceu.

Assim de repente, por sorte ou capricho.
Não vou falar de destino. Não vou falar de Deus. Não vou falar de coisas que não acredito.
Não apaguemos a memória, pois é na memória que ele persiste.

Fica bem, caro amigo.

Carved upon my stone
My body lies, but still I roam.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FIGHT

I feel like putting a bullet between the eyes of every Panda that wont screw to save its species.

I want to open the dump valves on oil tankers and smother all the French beaches I'll never see.

I want to breathe smoke.

domingo, 4 de outubro de 2009

Tema Livre

nosce te ipsum. -- Conhece-te a ti mesmo (numa vaga tradução)

Eis o desafio.
Responderei a todas e quaisquer perguntas submetidas neste "forum".
Se desejarem as respostas num estado mais privado, por favor, afirmem-no.

I've decided, is the wises then tell me so.
But allow me to convince you and I promise you right here and now
No subject will ever be taboo. (...) Now, if any of you, son of bitches got anything else to say
Now is the fucking time!!!

[Kill Bill. Vol 1]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Maldição da Levis

Hoje em dia, talvez muita gente não se lembra, mas a Levis, tinha uns anuncios excelentes.
O problema é que era (e suponho que ainda é) uma arruinadora de bandas (seguida pela Vodafone).
Não sei, talvez fosse apenas a minha mania de conspirar, mas o certo é que se eu tivesse uma banda na altura, e a Levis me escolhesse...eu dizia NÃO.

Vejamos então, qual destas bandas teve mais alguns sucessos do que o que a Levis "levou":

Mr. Oizo - Flat Beat (com aquele boneco amarelo)
Shaggy - Boombastic
Clinic - The Second Line
Smoke City - Underwater Love (estes até vieram a Faro à Semana Académica)
November17 - Rust
Muddy Waters - Mannish Boy
Not Applicable - The Talking Cricket
Sam Cooke - Wonderful World
Marvin Gaye - I Heard It Through The Grapevine (mais conhecida, sem dúvida)
Ben E. King - Stand by Me
Percy Sledge - When a man loves a woman
Eddie Cochran - C'mon Everybody
Bad Company - Can't Get Enough of Your Love
Steve Miller Band - The Joker
T. Rex - 20th Century Boy
Erma Franklin - Piece of My Heart
Screamin' Jay Hawkins - Heart Attack and Vine (cover de Tom Waits)
Stiltskin - Inside


Vou ver se envontro as músicas da Vodafone.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O "Bracinho"





Quantos de nós, no Algarve, não nos deparamos com este belos espécimenes em pleno mês de Agosto.
Vindos da real parvalheira, estes "sinais" indicam que o condutor da frente está de férias e, pura e simplesmente (à falta de melhor palavra), cagando-se para quem vem atrás.

Andam devagar...embaraçando todo o tráfego, fazem manobras incríveis sem sinalização, e, por vezes, ainda mandam vir, geralmente quando o semáforo dos peões, está no processo de mudar para vermelho.

E, depois, vêem com estatísticas de mortes nas estradas?!!
A mim não fazem operações Páscoa, Verão ou Natal quando conduzo para as suas respectivas terras!!!
Ninguém quer saber se o Sr. Sérgio vá a Lisboa no Natal, por ex....ah, pois!!!

A todos esses, de bracinho de fora, um bem haja dos meus compadres Ratos do Porão.



terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ontem...

...fiz anos.
Cumpri mais um ritual ridículo, que desde a uns anos adopto: um charuto, um wiskey caro e uma boa banda sonora a acompanhar os momentos de intermitência do sonho e do real.

Descaio na cadeira e contemplo, considerando a minha mínima imagem de porco capitalista, gordo, a suar, fumando charuto e a beber, na espiral hedonista.
Lentamente desfaleço.

Amanha já não e o meu aniversario...e relembro sempre:

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!..

domingo, 16 de agosto de 2009

Woodstock




Perfaz nestes dias, o 40º aniversário do festival de Woodstock.
3 dias de Paz e Música...mas, ninguém se lembra do outro Woodstock, o personagem calmo, reflectivo e muito mais querido do Snoopy (ou Charlie Brown/ Peanuts no original).
Logo, eis a minha "petit omage" ao Sr. Charles M. Schultz, criador do respectivo e adorável personagem, que apenas o cão Snoopy, compreendia.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Paredes de Coura 09 - Best of...


Em cima, a multidão, ainda em "warm-up". No palco, Portugal, The Man.
Em baixo, BLOOD RED SHOES


PEACHES


PEACHES, com a sua guitarrista "vixen" a curtir NIN, mesmo atrás de mim.

NIN





O adeus a NIN e a Paredes de Coura.



Faltam os Portugal, The Man...que não ficaram nada de jeito.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

At the Heart of it all

Paredes de Coura.
Finalmente.

Escrevo com um pequeno "lag", mas foi devido a ter feito, no sábado, o caminho para o Algarve de uma tirada...coisa estúpida, pois nem me lembrei dos Lisboetas e camaradas a invadirem o Sul, numa procissão de histeria.
Em vez de 6h, levei...10h. Sem sítios por onde fugir, com acidentes, com filas...arghh.

Cansado mas feliz, eis, o fim da "reportagem / cross-country" por este nosso país.
As fotos não são das melhores, mas fica o link do Blitz, com os comentários em que concordo.
Surpresa do festival (dia 31): Portugal, The Man, com tiques à Mars Volta.

Enjoy.

http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/49597

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Quanto mais foges...mais depressa te encontram

Dia 4 - Aveiro

Decidi fazer a "proper" vida turistica. Vocês sabem, aquela que todos nós gozamos do pessoal no autocarro a tirar fotos, etc. Fiz isso.
Preparo-me para uma viagem de moliceiro. Sento-me na parte de trás, perto do motor.
Começa um grupo (familia) a falar e surge um sotaque familiar. Eram de Loulé..!
Palavra troca palavra, vira-se o condutor do moliceiro, do alto dos seu 65 anos com barriga a condizer:

-Eu estive foi em Olhão, conhecem?
Não pude evitar o olhar e a risada.

-Eu conheço bem demais...sou de lá!!!
O que fui dizer!!

Durante 45 min. falou dos tempos em que esteve num barco, durante 35 anos. As viagens a Marrocos, o "pessoal amigo"...pior. É daquelas pessoas que repetem as coisas 2 ou 3 vezes. Ex.:

Estive num barco; num barco e ia-mos a Marrocos... pescar a Marrocos, sabe Marrocos; ali com o barco...

Pois.
Eu sei
Ouvi à primeira.

Mas, bem aja a este senhor, que, no fundo, morre de saudades dos amigos que pelos algarves deixou...os amigos...sabe...em Olhão...o pessoal do barco...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Aveiro

Dia 3 - Escrevendo num pc.

Viagem longa desde Évora.
Aveiro, a Veneza Portuguesa, mostra-se uma cidade incrivelmente perservada, algo que devia de servir de exemplo para muitos. Aqui, o património é para restaurar e não rebaixar.

Tome-se o exemplo do novissimo, Hostel Rossio.
Ainda a cheirar a fresco...literalmente, este hostel é único na cidade e mesmo no centro. Moderno, acessivel (15€ até dia 1 de Agosto - 17 depois) com todos os mimos (incluindo pequeno-almoço)
Quem lê o Público, veio referenciado na semana passada, no suplemento Fugas.
Quem não lê, fica aqui o blog (o site ainda não existe).

http://aveirorossiohostel.blogspot.com/

Amanhã ainda à muito para fazer, se o tempo ajudar.
Inté.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Swimmig Pool


Antes de mais nada, tenho que notificar que não vi o filme do Francois Ozôn, mas, se for remotamente, o que vi na minha epifania, então este post não vai servir para nada. O conceito é o de um personagem que contempla a sua vida inteira, numa piscina, desde a infância à velhice. No fim do filme. . . Hummm. . . Não vou contar, mas é interessante. Amanhã, abordaremos as patologias da demencia deste yours truely, ao chegar a Aveiro. Até mais... Ps: se alguém souber fazer parágrafos enquanto escreve na net, via um nokia n78, faça o favor de postar. Obrigado.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

dia 1- evora

300 e tal km depois, torna-se cada vez mais evidente, que para dar nomes a o que quer que seja, nao à quem nos bata. É com cada coisa mais espatafurdia que nem aparece nos mapas...! Não sei como isto irá aparecer no pc, mas escrevo corrido, pois não consigo dar enter no tlm. Amanhã, évora por dentro....sem o duplo sentido freudiano da frase.

domingo, 12 de julho de 2009

Fringe






Fringe (frnj)

1. A decorative border or edging of hanging threads, cords, or strips, often attached to a separate band.



Acabou, na Quinta-Feira, a primeira temporada desta magnifica série.
Antes demais, quem a quer ver, deixe de ler agora, pois contém "spoilers".

Ok.

Continuando...

Fringe, vem das mentes "retorcidas" dos criadores de Lost, sendo algo entre X-Files e a Twilight Zone, conseguindo conjugar o melhor destes dois mundos.

Juntem uma investigadora céptica (no início), um cientista louco (literalmente), uma empresa obscura que domina TODA a tecnologia e avanços em todos os campos possíveis e imaginários, um personagem misterioso (Dr. William Bell) e várias conjunturas de parapsicologia, a telepatia, combustão espontânea, vírus que transformaram pessoas em casulos, etc...e já começam a vislumbrar algo.

Como em qualquer série, desde Lost, temos elementos quase subliminares, como a presença de um indivíduo calvo e de fato e chapéu a quem chamam O Observador, que aparece fugazmente (numa multidão, apenas a passar por detrás) e também, uns "cartões" que aparecem em intervalos regulares. Uma maçã em que em vez de caroços tem o que se assemelha a dois fetos, uma mão com seis dedos, uma rã com um símbolo PI em grego...enfim.

Com o decorrer da série, só ao fim de um certo tempo, é que começamos a reparar nestas pequenas nuances, fazendo-nos integrar o ambiente, começando a perguntar, se "aquilo" sempre esteve lá. No exemplo da rã, só o reparei no fim da série.

Putting a long story short, no exacto final, a nossa investigadora, encontra-se com o misterioso Sr. Bell...preparem-se... no World Trade Center, imaculado, com este jornal em cima da mesa.



Apenas digo isto. Não sabem o que estão a perder.
Que venham mais!!!

sábado, 4 de julho de 2009

LAST DAYS




No seu último dia na América, Charlie Chaplin, prestes a ir para Inglaterra após vários escândalos sexuais e acusações de pertencer ao Partido Comunista, visita o atelier do fotografo Richard Avedon, concedendo-o o privilégio de finalmente o fotografar.

Ainda que ilibado de todas as acusações, em 1951, Chaplin decide voltar ao seu pais.

Após um dia de sessão, na saída, Chaplin voltou-se e deu a Avedon a foto perfeita da espontaneidade, ambiguamente política e humorosa, referindo-se a como a imprensa e o governo o "demonizaram".

Manuel Pinho, também deu aos portugueses, um vislumbre da sua "demonização", mas neste caso, para a bancada do PCP, incorporando cânones antigos da mística Comunista, de que são mafarricos.

Com Chaplin, percebemos. Com Pinho, não entendemos.


Fotos: Richard Avedon
Público

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Summertime




Para ódio de muitos e alegria de poucos, estes são os dias em que não me encontrarão por cá.

Finalmente, depois de anos, a me esfregarem na cara que vão a festivais de verão, eis, o momento da tão doce vingança.

Nada de "férias só na 2ª Quinzena de Agosto, porque não temos ninguém para te substituir", nada de "gostava mas não posso ;não tenho carro"...não.NÃO..NÃAAAOOOO!! Este ano não é meu.

Ao fim de 31 anos, posso me dar ao prazer de ter este egoísmo.
Uma "road-trip" de 2 semanas.
Bolas!! Que aja fome que não dê fartura.


Entretanto, fica aqui um link para o pessoal não perder concertos e espectáculos que possam estar na "zona".

http://www.epilepsiaemocional.org/agenda



PS: Caso alguém pretenda acompanhar, tenho lugares.

domingo, 7 de junho de 2009

O Vizinho do Lado

Hoje em dia, ninguém conhece realmente os seus vizinhos...
Tudo bem, têm as reuniões de condomínio, para quem as tem, atende ou, simplesmente, as ignora, mas isso não implica "conhecer" a pessoa.

Esse desconhecimento, para mim, é inconcebível.

Cresci numa Associação, um bairro, um esboço do pós 25 de Abril, no espírito do PREC.

Os associados adquiriram o terreno e, os mesmos, construíram as casa em que hoje ainda habitam. Um sabia electricidade, resolvia o problema. Um era canalizador, idem. Até um designer desenhou o "nosso" logótipo. No fundo é uma daquelas aldeias com 100 habitantes, em que todos se conhecem.

Melhor. Tudo se resolve no sistema "troca-por-troca", ainda hoje.
A máquina de lavar avariou? No problem. Umas pescadas e tal e o problema está resolvido...no stress no "pagamento" (o meu pai trabalha na Lota).
Qualquer, e sublinho o qualquer, problema que se possa ter, aqui, onde resido, é resolvido no momento.

Hoje, isto pode parece utópico, mas é a realidade. Uma realidade que conseguiu manter-se assim pelas pessoas, que não mudaram tanto, que nos viram crescer, e, que agora, eu as vejo a crescer. De observado a observador, reparo na "mais valia" de ter crescido onde cresci, de ver crianças tornarem-se adultas (uma mais responsáveis que outras) e, que tudo parece correr bem neste cantinho.

Espero que assim continue.

Já agora, este é o meu vizinho no blogue...http://dirtwormsandboys.blogspot.com/

Citando o Jack Nicholson no "Marte Ataca": Why can´t we just...get along!!?

domingo, 17 de maio de 2009

The computer says:


Foto - Sérgio das Neves


No trabalho, frente ao pc, por vezes damos connosco a deambular. Uma projecção involuntária do nosso eu, queda-se ali, frente ao monitor, mecânicamente movendo o rato e acertando linhas. A outra, começa a exploração do nosso consciente, tentando arrumar a tralha de 31 anos de vida, numa biblioteca de Babel dentro de um pequeno invólucro craniano.
Surgem as perguntas, interrogações e exclamações do nosso estado.
Que faz isto aqui?
Vai fora?
Hum...não sei. Deixa estar, pode ser útil. Arruma ai num canto, que logo se vê.
E vai ficando.
Até que num ponto, surge a questão. O que mudou neste tempo todo?
Todas as tuas acções e reacções?
As opções certas e erradas?
Por onde te levam?

E eis que um "deus ex machina" entra em acção, para nos confundir mais.
Será que o computador tem razão?
Nada mudou?

A música do Lou Reed ressoa cada vez mais alto.

Why can't I be good
Why can't I act like a man
Why can't I be good
And do what other men can

Why can't I be good
Make something of this life
If I can't be a god
Let me be more than a wife

Why can't I be good
I don't want to be weak
I want to be strong
Not a fat happy weakling

With two useless arms
A mouth that keeps moving
With nothing to say

sexta-feira, 1 de maio de 2009


You're traveling through another dimension, a dimension not only of sight and sound, but of mind. A journey into a wondrous land whose boundaries are that of imagination. That's the sign post up ahead, your next stop...The Twilight Zone!"

Assim começavam as noites na RTP2 (na altura) às 23 horas...tardíssimo para a minha mãe, que exigia que estivesse deitado às 22.30.
Posso e afirmo, que a Quinta Dimensão (Twilight Zone) mudou e formou a pessoa que hoje sou.

Para um miúdo de 11 anos, ver aquelas histórias impossíveis e improváveis, fez-me aumentar os meus horizontes e interessar-me por itens que me introduziram ao oculto, ao paranormal e ao fantástico.

Sou meio "nerd". Acho que o Cap. Piccard bate aos pontos o Cap. Kirk, Star Wars é "the best movie...ever", excepto o 3º episódio (Ewoks suck) e que sei o que é um gluão ou a partícula de Higgins, o que é o MK-ULTRA ou projecto Tuskegee.

Sou fã de uns...de outros nem por isso.

A Quinta Dimensão, ensinou-me a pensar, a investigar e a tirar as minhas conclusões.

Por ser o que sou, o meu muito obrigado Sr. Rod Serling.

http://www.twilightzone.org/

domingo, 26 de abril de 2009

E Depois do Adeus?! v2.0

Quis quer saber quem sou
O que faço aqui.
O Governo me abandonou, mas eu já esqueci
Perguntei por ele
Não quis saber de nós
Mas o bar não traz a tua voz

Em silêncio, horror
Em tristeza e fim
Eu sinto-me bolor
Eu sofro em mim
Eu lembro-me assim
Pagar é morrer
Mas como ganhar?
Imigrar ou perder

Tu vieste em 12
Eu te desfolhei
Tu me deste valor
E eu nada reti
Paguei com o corpo, amor
Não adormeci
Morri nele
e ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer euró
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tu sempre no fim
Tua paz, perdi
Minha dor reaprendi
De novo vieste em flor
Mas te gastei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós


Antes de mais, queria dizer que esta é a minha música de Abril. Não a reescrita em cima, mas sim a original.
Algures na TV disseram algo como isto:

" O Paulo de Carvalho, teve a infelicidade de ter nascido em Portugal. Nos EUA seria equiparado ao um Tony Bennett e, com certeza, com muito mais sucesso."

Não deixem o 25 de Abril ser apenas mais um feriado.
A luta tem de continuar. A luta pela memória.

domingo, 19 de abril de 2009

Contra




Acho que corria o ano de 1992. Nessa altura os computadores, e, em particular, os gráficos computorizados, começavam a meteórica ascensão a que hoje nos habituamos. Nesses tempos, havia uma feira de informática a IMAGINA, onde uma companhia chamada Pixar, apresentou, então, uma pequena animação com um simpático candeeiro e uma bola. Fiquei rendido. Queira fazer animação.

Mas, os programas eram caríssimos, levava-se dias a fazer um render num 286, e era impensável programa-los, para mim, pelo menos.

Perguntaram a um dos intervenientes se achava que a realidade virtual seria um perigo para os desenhadores tradicionais, ao que respondeu:

-Sabe, sempre se disse isso aquando do surgimento de algo. Diz-se que o cinema matou os livros, a tv matou o cinema. Bem a realidade virtual matar-nos-à a todos nós.
No entanto todas essas tecnologias ainda persistem, por isso acho que vamos ficar bem.

Há duas semanas, os meus livros atacaram o meu computador. Espero que não seja o inicio de algo.
O pc aguentou bem o impacto de toda aquela cultura, nomeadamente de pintura do séc. XX. Uns arranhões e uma capa nova...et voilá.

E eu a pensar que seria desta que comprava um Mac. Bolas.

sábado, 11 de abril de 2009

Ciconia Ciconia


Ainda há-de vir o dia em que entenderei, o pavor, o horror, que as gentes de poder, deste local, têm contra as Cegonhas. Exacto, as Cegonhas.

Primeiro, foi o pároco.
Atirou-lhes pedras e sabe-se lá que mais judiarias provocou ao pobres bichos.
Grande alarido e burburinho à boca pequena, assolou toda a cidade. Acho que, apenas depois de uma reportagem televisiva e mais uns artigos em jornais, é que a coisa acalmou.
O mais interessante é que as Cegonhas, são consideradas, pelos cristãos, como
"inimigas do mal" pois alimentam-se, entre outras coisas, de serpentes, símbolo do Diabo.

Recentemente, a CMO, investiu num "sistema" mais elaborado e caro para as eliminar.
O "Sistema" chama-se Auditório Municipal de Olhão.
5,2 milhões de euros, financiada em 70 por cento por fundos comunitários.

Construído no local da antiga fábrica Ramires, o Auditório mantém a chaminé original do edifício, que alberga uma ‘inquilina’ bastante especial: uma cegonha.

“Nós quisemos deixar esta chaminé. Foi recuperada de acordo com as novas tecnologias e, portanto, custou-nos um valor apreciável: cerca de 200 mil euros”, conta e sublinha que a estrutura está preparada para resistir a um sismo de forte intensidade.
O mais importante para nós é que esta chaminé, este símbolo que é também a cegonha, significa muito para nós, significa a defesa do ambiente e que temos cada vez melhores condições ambientais”, acrescentou o edil.


Tudo isto é muito giro...não fosse o caso de a chaminé onde reside o casal de cegonhas, ser...um PÁRA RAIOS.
200 mil euros para chacinar um casal de cegonhas...agora ai está um excelente plano.

terça-feira, 31 de março de 2009

O Homem Que Viveu 2 Vezes.






Na manhã de segunda feira, 6 de Agosto de 1945, a manhã estava limpa, com o calor da época.
No vasto céu, se se olhasse bem, poder-se-ia distinguir três riscos brancos, disferindo nuvens brancas no firmamento azul.

No céu, um B-29 chamado Enola Gay, pilotado por Paul Tibbets.
No solo o Sr. Tsutomu Yamaguchi (T.Y.)engenheiro em viagem de negócios à cidade.
Ambos estavam predestinados a fazer história, pelas mais diferentes razões.

Na linha de fronteira da zona crítica da bomba, foi atingido pelas chamas, que o apanharam do lado esquerdo. Perdeu todo o cabelo, ficou surdo, temporariamente cego e sofreu queimaduras no tronco.
Teve a sorte de ser assistido, numa cidade onde mais de 90 por cento do pessoal médico pereceu de imediato na explosão.
Coberto de ligaduras, o engenheiro passou a noite num abrigo e, assim que pôde, tratou de regressar a casa em... Nagasaki.

Y. estava no escritório, a explicar ao chefe como sobrevivera à carnificina de Hiroxima, quando a segunda (e última, até hoje) bomba atómica da história dos conflitos humanos deflagrou a cerca de três quilómetros de distância.
Morreram 70 mil pessoas nesse dia e a radiação vitimou muitas outras nas décadas seguintes.

Paul Tibbets, morreu a 1 de Novembro de 2007.
Em 1975, quando confrontado sobre o acontecimento que provocou, apenas afirmou que não tinha nenhum arrependimento em relação ao ocorrido. "Tenho orgulho de ter sido capaz de ter começado com nada, planeado tudo e ter executado o trabalho o mais perfeitamente possível...Durmo tranquilamente todas as noites (...) Se me derem as mesmas circunstâncias, faço-o outra vez".

Yamaguchi sobreviveu e tornou-se num convicto activista antinuclear. As pessoas ouvem-no. Ele sabe do que fala.

"Não consigo conceber como é que o mundo não percebe a agonia das bombas nucleares. Como é que continua a desenvolver estas armas?"





(com excertos do artigo do Público da autoria de Luís Francisco.)

segunda-feira, 23 de março de 2009

A Carta


"Who is left that
Writes these days?"

-PJ Harvey - The Letter

Hoje recebi a carta do meu amigo Hugo, que reside, actualmente na Escócia ((R)EPTUNO...sim, podes usar o nome à vontade que não te vou cobrar nada. Já agora, vão ao site dele sff).
Ainda escrevo cartas, não de amor, pois essas são ridículas, mas das outras.

Escrever um carta, requer tempo, vontade e concentração. Não é apenas algo "postado" num ecrã, escrito ao bater de teclas e num linguagem curta.
Não. Uma carta precisa que lhe dediquemos tempo para ponderar o que vamos assentar. Por vezes, não se escreve num dia, mas sim, ao longo de vários, como uma espécie de diário.
Precisa de vontade. Vontade de escrever e não ser molenga. Vontade de escrever, pelo prazer de sentir o aparo a roçar no papel, vontade de contar (sem cuscar).

Precisa de concentração. Organizar os nossos pensamentos e ideias, para não rasurar e corrigir em demasia e, em especial, para atinarmos com a letra e a morada (a que escrevemos e a que recebemos).

Escrever uma carta envolve algo que não é imediato, instantâneo, o AGORA, o JÁ, o SMS. É lento, moroso mas recompensador. Abrir a caixa de correio e estar lá um papel endereçado a nós.
É como um presente de Natal, algo de mim para ti, do meu pensamento para o teu, "falado" numa languidez que ambos sofremos e compreendemos.
Olhamos para o selo de um outro pais, da data de emissão de à 1 semana atrás (ou algo) e não podemos deixar de ficar agradados, apenas pelo simples facto da nossa mensagem ter sido recebida e correspondida.

PS: Escrevam mais cartas...ou o PS acabará definitivamente.

domingo, 15 de março de 2009

Look Up


Foto: Peter EssicK - NG



Olhar para cima e deixar-se deslumbrar. A mesma rua, altera-se com este novo plano e, até os próprios pássaros, admiram-se, como que um trespassor lhes invadisse o território.

Sempre tive este hábito. Raramente olho apenas no meu plano de visão periférico. Se for a um sitio novo, verão mais depressa as minhas narinas que os meus olhos.

O "Plano Superior", creio, que foi o que nos impulsionou até ao pico evolutivo a que agora nos encontramos.
Desafiou-nos a questionar por um dEUS (escrevo assim, pois sou ateu), se estamos sós no Universo; desafiou Galileu a construir o telescópio e Da Vinci ao planador, entre muitas mais histórias que não me lembro agora.

O espírito inquisitivo e irrequieto que compõe o ser humano define-se pelo seu ângulo de visão.

Alguém que olhe para cima, descobrirá sempre algo...seja uma pergunta ou uma resposta.

terça-feira, 10 de março de 2009

Zombie TV


Durante a Ditadura, tínhamos Fátima, Futebol e Fado.

Hoje, num estado, Livre e Democrático, temos programas absurdos de apanhados, em risadas enlatadas, vídeos caseiros de à mais de 50 anos e novelas em dose tripla, tudo para a catatonice do povo.

De dia, metem-nos medo com as estatísticas da crise e à noite distraem-nos. Que o "povinho" é mesquinho, já sabíamos, mas, esta estratégia de aterrorizar para controlar é demasiado descarada.

A manipulação que, os media televisivos, executam criteriosamente todas as noites na tentativa de consumir as audiências, cada vez mais, põe as pessoas num estado frenético e bipolar.

O gosto/odeio o pais. Na Espanha é que é bom. Isto ainda vai ser pior. Enfim...

Este crise podia ser benéfica. Ao invés de verem o nojo dos 3 canais (valha-nos a 2), viam o NG, o Odisseia, o Discovery, raios...o Blomberg se ainda existisse... ao menos aprendam algo!!!
Aprendam quem foi o Felinni, o Kubrik, saibam o que é um ano-luz, que os pinguins acasalam para a vida, que a Aracnofobia não é apenas um filme, que um Big Mac na Indonésia custa 18700 rúpias ou 1,55 lats na Lituânia!!!

Já não vale o Futebol, Fátima está obsoleta, e o Fado, é World Music.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fight the Power


Recentemente acabou de ser julgado um processo contra os criadores do site, Pirate Bay.
Empresas como a Warner, a Sony BMG, a Universal ou a EMI, estão enlaçadas neste processo que pode chegar até aos 10 milhões de € de indemnização...; meros trocos para estes tubarões e a 1 ano de prisão para cada um dos 4 fundadores.
De acordo com os advogados do "piratas" o site é legal.

Já tivemos os Metallica vs Napster (grupo que, ironicamente deve muito, se não tudo, à pirataria das suas cassetes). Venceu o primeiro. O Napster fechou e as regras mudaram.

Ora, então, porquê tanto barulho!?

Empresas multi-bilionárias à guerra por meras migalhas, que fazem num minuto.
Esta deve de ser a ideia de guerrilha que têm...processo, prisão, multas...uhhhh...que medo.

No fundo é o que lhes resta, um mero grito de desespero pelo dinheiro que podia ir para eles.
O inicio da era da Internet e da troca de ficheiros implica uma nova aproximação como a dos Radiohead e outros grupos. As grandes editoras irão definhar lentamente e, os artistas, deixarão de ser tão gananciosos.
Temos formato digital e, se quiserem, o físico nas lojas. Simples. O que poderá acontecer num futuro próximo, será o aumento do preço dos concertos, mas ai seremos ainda mais exigentes e, suponho que, seremos mais levados em consideração.

A Internet é a maior apologia de liberdade num estado livre. EU quero a Internet livre. NÃO QUERO PAGAR PROGRAMAS que se actualizam de ano em ano e/ou são demasiado caros.
Compro o CD ou DVD se gostar, pois, ao efectuar esta compra de algo original, estou a "dizer" ao autor:
"Aqui tens o meu contributo por este bom trabalho. Continua".

O que acontece é que as empresas que globalizaram, foram, elas mesmo, globalizadas, por uma força invisível de 0 e 1´s que não parará, não dormirá nem nunca se renderá às palavras do que têm demais para os que têm pouco.

sábado, 7 de março de 2009

O Pé


Estudo de um pé - Salvador Dali (1922)




Ao despertar, a dor lancinante que, em vagas cardíacas, lhe invade o pé, fá-lo agoniar. Os dentes rangem e os poros suam. Qualquer movimento, implica uma dor atroz.
Em qualquer posição, a dor atordoa-o, tornando qualquer movimento uma súplica.
Uma "grilheta" invisível, acompanha-o agora, arrastando-se e lembrando-o onde quer que vá.
Aperta o pé o máximo possível. Gaze, gelo, ligadura elástica...sim...um pequeno "conforto". No meio de tudo isto, considera a "Insustentável Leveza do Ser" e dá uma risada. Mais uma vaga de dor.
Agora considera que esta agonia seria ideal para os pecadores e moralistas, uma actual manifestação física, tão forte, que considerassem inúmeras vezes antes de praticar o mal.
Que bela dor essa seria. Um "deus ex machina". A libertação do mal sob tal forma que os hospitais seriam prisões, que nenhum medicamento resolveria e as igrejas seriam esquadras, onde os arrependidos se confessariam.
Uma dor sem tempo nem momento exactos...inconstante e sem período definido.
Pessoas reunidas por aquilo que tentam evitar, num tumulto de auto-ajuda.

O que passa na cabeça de uma pessoa, enfiada na cama à 2 dias, com uma horrível dor no pé, que ninguém sabe o que é, e, que os medicamentos não ajudam.

domingo, 1 de março de 2009

Never Say Never Again





É ofical. Os Faith no More (FNM) Estão de volta.
Após dez anos de interregno e muitas saudades, em especial para mim, que perdi o último concerto deles, eis que estes "Magnificent Bastards" voltam.
Tudo explicadinho no seu site semi-oficial.

Regressam com a mesma formação de ´98 (uau...10 anos passam a voar) e, supostamente, vão andar pela Europa, em festivais de Verão (Paredes de Coura?!) o que nos dá a nós, europeus e não só, de rejubilar.

Que fiquem juntos até eu os ver...ou até dizerem No More...Again.


FAITH NO MORE are:
Mike Bordin, Roddy Bottum, Bill Gould, Jon Hudson and Mike Patton

http://www.fnm.com/

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Classificados - Who is Hélder Guimarães



Os Classificados dos jornais, são um mundo à parte, um OVNI, se quiserem, no universo jornalístico. Desde os elitistas, (Expresso, Sol, Público) aos mais abrangentes (CM...basicamente ,suponho...já viram o tamanho daquilo!!?)

Para o Zé Povinho, temos o "fantástico" Correio da Manhã (CM), uma espécie de "Crime", "24 Horas" "Caras" e mais uns restos de populismo. Antes de o ler, convém limpar o sangue. Exemplo perfeito de como NÃO se fazer um jornal. Noticias em formato telex, fotos más, ilustrações feitas por, o que aparenta ser, um puto de 18 anos com acne e infografias que nem ouso comentar. Só falta mesmo a rapariga "descascada" da pág. 3 como no "The Sun". Aí sim, eram recorde de vendas.

Mas, voltando aos classificados, no CM, aposto que têm uma delegação exclusiva para aquilo, paginador incluído. Arranjadinho, no melhor possível, a P/B, por vezes a cores no fim-de-semana, com índice remissivo e tudo.
Não que dedique o meu tempo a vê-los, felizmente, mas, por vezes, surge algo que nos faz pensar...bastante.

Point and case...pasmem-se, no Público.
O único que compro...mas é mais ao fds e pelas palavras cruzadas e o suplemento Y.
Ora, qual não é o meu espanto ao ver os anúncios acima postados. Quem raios é o o Hélder Guimarães?

Bem, como só leio o Público ao fds não sei quanto tempo isto leva. Ao ler o de Sexta, pensei: ora aqui está uma ideia...jogar cartas via jornal; mas depois, comecei a conspirar... e ser for um código?
Agarro o jornal de Sábado e, nova mensagem. Enquanto coçava o escalpe, releio bem o anuncio e este Hélder, surge em todos.

Numa pesquisa rápida no Google, surge como mágico. Agora, que raio de magia é esta?
Telefona-se a perguntar: tenho um baralho de cartas, que carta vai sair amanhã?

Bom, entretanto, fica o mistério, a intriga e a dor de barriga.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

In Madrid

isso mesmo. Escrevo via tlm, por isso não esperem grande texto, isto tem teclas pequenas. Esta cidade tem coisas boas demais para 3 dias. Descobri lojas de discos em caves perdidas em ruelas estranhas. O bom de tudo é ser perto do hostal, como se diz por cá. Bom., ainda não descobri o enter do tlm. A cidade em si, parece sempre uma mutação, tal são as diferenças entre os períodos do dia. Bem, vou dar mais uma volta. Madrid me mata.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Bloqueio

Andei na chuva, matutando e fumando, uma história, de entre muitas que ainda não escrevi.
As minhas estórias, têm sempre um inicio e um fim...o meio é que é demasiado complicado.
Sou um tipo simples. Não consigo "entediar" o leitor. Quanto mais simples, melhor. O problema é que desse modo tudo se resuma ai a umas 10 pág. por conto.
Este bloqueio não é propriamente um bloqueio.
Suponho que o real, seja não conseguir ter nenhuma ideia, coisa que a mim não me acontece. Já os tive em desenho. O papel e a caneta alinhados e...nada. Branco, branco e mais branco.
Então, como definir "isto"?
Tenho na cabeça, vidro, cegos, portais , pessoas que são "saídas" deste sitio, feridas com pensamento, criaturas de pureza no centro da Terra, auto conscientes da morte, pessoas simples em edificios complicados...tenho coisas demais para mim.
Talvez dentro de uns anos, tudo faça sentido.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Rejoice, you evil dead...BLOG

Bem, pensava encerrar este sítio de desespero para o mundo, este diário aberto do ser, no Halloween, mas, eis que ele volta, qual vaga.

Porquê?
Bem, são 2:37 da "matina", de uma sexta-feira solitária. Não tenho mais que fazer, mas propuseram-me um desafio, e, para tal, devo responder.
Nada de especial, mas, pela honra, que ainda persiste.

Os ditos 8 sonhos: (fwd de Lilis)

Sonho que:

em cada um existe uma saida.
não existe um Deus.
não ficarei só.
que flutuo quando quero.
todo o oceano é uma sereia silenciosa.
não sou um nómada medroso.
a minha existência tem significado.
tenho pena de não ver todo o futuro, evoluções e destruições, da Humanidade.

Devo de enviar isto a 8 bloggers, mas, não conheço tantos.